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Advogado “bom” de distribuição
Postado por | Imprensa Local | 26-02-2010 as 08:32
Da coluna Roda Viva no Novo Jornal
Uma raposa que usa capa preta lembrou à Roda Viva que se a comissão do CNJ procurar “coincidências”na distribuição manual de processos na Segunda Instância, vai ter um prato cheio.
É impressionante – segundo disse – o número de repetições com que os feitos de determinados advogados terminam nas mãos dos mesmos magistrados.
O rastro deixado nessa operação é que esse método de distribuição sempre é feito em razão de “emergências”.
Não sendo coincidência, pode significar um tremendo esquema estranhado em diferentes níveis.





Da forma como está evoluindo, o Poder Judiciário corre o risco de se tornar um caso típico do que em economia se denomina de Problema do Principal Agente. Este desvio de conduta ocorre quando o Agente ou Contratado (Judiciário) passa a perseguir objetivos pessoais distintos, portanto daqueles para os quais foi contratado pelo Principal (no caso a Sociedade). Essa anomalia se materializa, por exemplo: no corporativismo exagerado que privilegia interesses da classe em detrimento dos do Estado; na advocacia administrativa quando magistrados usam o cargo para tratar de interesses pessoais, no uso do patrimônio público como se a eles pertencessem e demais ilícitos bem familiares a CNJ. São funcionários públicos, mas tem-se a impressão de que procedem como se o Estado existisse para lhes servir, e mais, festivamente se tratam por “dotô”, quando este título é privativo de quem defendeu tese de doutorado. Enfim, o Poder Judiciário se assemelha mais a uma enorme caixa preta blindada contra os mecanismos democráticos. Partindo do principio de que não se deve dá poderes ilimitados para ninguém, sobretudo para funcionários públicos sob pena de incorrerem em abusos de toda natureza, defendo o Controle Externo desse poder.
Um usa capa preta, outro anel de dr no dedo e todo mundo sabe que tem muito rastroooooooooooooo e as emergências então…. O esquema beneficia alguem, vamos aguardas estas invertigações
Çivirino,
Há o doutor acadêmico e o doutor profissional. O povo morre de inveja pq somente os profissionais do direito, da política e da saúde tem recebe este tratamento. Quer ser chamado de Dr., siga alguma carreira acima. Ou continue sofrendo com este sentimento terrível!!!!!!
O povo num morre de inveja não Marcus, porque o povo é burro mesmo e pra o povo se andar em carro de luxo já é doutor.
Mas o fato é, que o correto mesmo é que Doutor é um título acadêmico garantido a quem estudou para alcançar tal habilitação. O resto é balela.
Engana-se senhor Marcus, neste país de elevada concentração de renda e alta exclusão social, o termo “dotô” é distribuído gratuitamente a qualquer figurinha bem vestida ou que aparente ter algum poder aquisitivo, não sendo, portanto privilégio das categorias profissionais que você citou. No caso de advogados e rábulas, esta é uma herança ainda do Brasil colonial, do tempo em que haviam poucos letrados e a advocacia era a carreira preferida dos coronéis que incentivavam seus filhos a segui-la como forma de assegurar o poder. Hoje, com a proliferação das faculdades de direito (imagine, o país já possui mais de 1.000), a profissão de advogado está em baixa, muitos dos quais não logram êxito sequer no tal exame da ordem. Na minha profissão de engenheiro, às vezes sou chamado de doutor, mas sinceramente isso não me envaidece porque sei que embora tendo mestrado strictu-sensu em economia pela Universidade de Brasília, somente após a realização de um doutorado é que merecidamente farei jus a tal distinção.
Graaande Çivirino!!!! Concordo plenamente com vc e digo mais, conheço varias pessoas que possuem o “tar” de titulo de doutor e não querem ser chamados de “Dotô”. Minha digníssima esposa possui mestrado, doutorado, pós doutorado em Engenharia e vários artigos publicados no exterior, em vários paises, e nunca admitiu ser chamada pela reverência : ” Doutora “.
Laurita,
Gostaria que o srº Marcus se explicasse melhor sobre o que seja “doutor profissional”!!!??? e o porque da inveja das pessoas e dos outros profissionais em relação aos profissionais que ele enumera? sou da área Jurídica e por não ter título de Doutor com defesa de tese, apesar de ter especialidade em SP, não me considero e não gosto de ser chamado de doutor. Acho um absurdo que o povo titularize Juízes, Promotores, advogados e etc… com títulos que os mesmo não possuem. Apenas em um país como o nosso é que esse tipo de coisa acontece. E ainda, hoje se consegue título de doutor até comprando pela internet! vamos valorizar os que estudaram e verdadeiramente detem conhecimento sobre uma área específica, não é justo nivelar todos por baixo!!! O fato de ser Juiz, promotor, Advogado, Médico, Político e etc… não transforma é da condição para ser reconhecido pelo que não são. Veja o Doutor Arruda onde se encontra!!!!
É uma pena,Laurita,que tendo a OAB convocado todos os Advogados a encaminhar suas reclamações sobre o funcionamento da Justiça Estadual, não tenha chegado qualquer indício desta prática que, se confirmada, é altamente danosaà boa aplicação da Justiça.