Distribuição é eletrônica

Postado por | Justiça | 01-03-2010 as 15:37

Segue  email na íntegra  do Secretário Judiciário do Tribunal de Justiça sobre post repercutido aqui da Rova Viva(Novo Jornal), sobre uma inspeção do CNJ na distribuição daquela Casa.

Cara Laurita,

Sobre a sua matéria intitulada “Advogado “bom” de distribuição”, tenho a tecer brevíssimas considerações: 1º. O que diferencia o jornalismo sério da fofoca é a confirmação de que existem, ao menos, indícios de veracidade da informação fornecida.

No que toca a sua matéria não existe no TJRN distribuição em situação de “emergência”, ao menos nos últimos 5 anos. Todas as distribuições são efetuadas de forma eletrônica e com o sistema funcionando. Na ausência de energia não é feita distribuição de processos. Nenhuma.

2º Dois analistas de sistemas do CNJ inspecionaram o setor de distribuição do TJRN e não encontraram nenhuma irregularidade, tendo os mesmos tido acesso aos relatórios de distribuição por dependência ou encaminhamento, que são realizadas de acordo com o Código de Processo Civil ou Penal.

3º De modo a esclarecer qualquer dúvida com relação a distribuição de processos no TJRN me ponho a sua disposição ou de qualquer órgão que deseje auditar o sistema.

4º Espero que os esclarecimentos sejam publicados em seu site da mesma forma que foi publicada a matéria inverídica e caluniosa. Samarone Ferreira – Secretário Judiciário do TJRN.

DO TL: O blog agradece a deferência do Secretário e ex-colega de faculdade, com a satisfação de  constatar que o CNJ auditou o referido setor e não apurou qualquer irregularidade.

Comentários (7)

  1. Parabens Laurita, pelo menos deixou o pessoal no ALERTA

  2. Diante de tantas denuncias partindo até de órgãos como a Policia Federal por meio de processos investigtórios como a Operação Furacão, Satiagraha e Anaconda bem como dos casos que tem sido noticiados na mídia de venda de sentenças em alguns estados brasileiros, entendo que o Poder Judiciário deve aumentar cada vez mais a sua transparência. Ninguem está acima da lei e, portanto se existe algum vestígio de ilícitos no âmbito deste poder, deve ser investigado a fundo e os infratores punidos exemplarmente, pois é impossível um país alcançar o progresso e a paz interna com um Poder Judiciário sob suspeição.

  3. Valeu a explicação do Sr.S.Ferreira.Os contribuintes agra-
    decem e esperam que o Judiciário se explique quando so-
    licitado.Afinal os mega-salários são pagos com o nosso
    suor e êles são funcionários publicos,embora algumas ve-
    zes não pareçam.

  4. Agradeço a Laurita pela oportunidade de esclarecer a notícia, e a rápida divulgação do meu e-mail demonstra a sua seriedade e o compromisso com a verdade. Samarone Ferreira – Secretário Judiciário do TJRN.

  5. Sr. “Çivirino”, você só se esqueceu de uma coisa:O Poder Judiciário local esteve durante toda a semana em inspeção pelo CNJ – de onde não se escapa nada – e não detectou nada do que foi noticiado no blog…Pelo contrário, teve até elogios ao sistema de distribuição!!
    Agora, agente sabe que essas denúncias sempre partem de pessoas descontentes, por terem seus interesses pessoais contrariados.. e isso meu caro, é coisa antiga!!! Que bom seria se o CNJ pudesse investigar esses interesses contrariados….Essa matéria seria boa…e certamente verídica!!

  6. Sr. Carlos Alberto, folgo em saber que o CNJ não encontrou maiores gravidades na vistoria que realizou, muito embora saibamos que se trata de uma investigação pontual com tempo limitado, quando, a meu juízo, o mais indicado seria um controle de forma incisiva acompanhando toda a dinâmica processual, mesmo que de forma indireta. Quanto a existir pessoas, e porque não dizer bandidos, descontentes por terem seus interesses contrariados, concordo plenamente. Mas é preciso separar as coisas, uma vez que, não se admite que isto sirva de pretexto para blindar o Poder Judiciário contra críticas do cidadão, pois afinal são funcionários públicos que exercem um poder delegado pela sociedade e a esta têm o dever de prestar contas, ainda mais quando vivemos sob a égide de um regime democrático. Finalmente, gostaria de registrar que defendo a credibilidade e o fortalecimento do Poder Judiciário para que possa operar a lei dentro de uma perspectiva de justiça social, pois desgraçado é o país cuja Justiça caiu na desconfiança da população.

  7. perderam uma ótima oportunidade de debater o assunto: “jornalismo sério e responsável”. isso sim é preocupante, pois a sagrada ferramenta da liberdade de imprensa vem sendo injustamente malferida…por pseudo jornalistas.
    o mesmo dever ora exigido do Judiciário, deveria ser cobrado da “mídia”, que veicula os malfadados casos, por vezes com interesses escusos. Bravo Carlos Alberto!! esse sim era o mote.

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