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Reflexo da “Ouro Negro”
Postado por | Imprensa Local | 03-03-2010 as 10:28
Da TN Online
A Ação Penal que tornou réus dois dos irmãos da governadora Wilma de Faria por crime de peculato no âmbito da Secretaria Estadual da Educação é um desdobramento da chamada “Operação Ouro Negro”, que tratou da concessão e manutenção de um regime especial tributário à empresa American Distribuidora de Combustível Ltda, pela Secretaria de Estado da Tributação, em 2002, provocando prejuízo ao erário de quase R$ 66 milhões.
Os promotores do Patrimônio Público relatam, na denúncia, que a empresa Natal Editora teve papel similar nos dois casos. Além do proprietário da empresa, Marinaldo Pereira, um dos irmãos da governadora Wilma de Faria (PSB), Fernando Antônio de Faria, além de um de seus genros, Carlos Alberto Sena, também respondem como réus à ação penal que trata de irregularidades no período do governo Fernando Freire.
O Ministério Público enfatiza a relação entre os dois processos e alguns dos acusados. Diz o relatório que em uma das operações, já no governo Wilma de Faria, no dia 20 de março de 2003, a empresa Natal Editora sacou R$ 80 mil de demanda da American Distribuidora, por intermédio da Fixal Empreendimentos, e deposita R$ 15 mil na conta de Fernando Faria. Ambos os processos tramitam na 4ª Vara Criminal de Natal.
Ao depor perante a autoridade judicial, Marinaldo Pereira admitiu conhecer Fernando Antônio Faria e disse que trabalhou para a campanha do então candidato a deputado federal em 2002, Lavoisier Maia.




